Morremos um pouco a cada adeus,
Em cada ausência que o tempo crava,
Como se a alma, entre sombras e breus,
Perdesse uma parte que já não voltava.
O luto não é só dor que se abriga,
É vazio que habita o que já fomos,
Rostos que amamos viram brisa antiga,
Vozes caladas que ainda escutamos.
Não partem apenas os que se vão,
Parte com eles o que em nós vivia
Um gesto, um cheiro, uma canção,
Uma estação inteira de alegria.
Mas nessa morte em suaves pedaços,
Também se esconde um renascer sutil:
Lembrar é refazer velhos abraços,
É manter o amor em forma gentil.
Pois se a dor fere, a memória cura,
E a saudade é o que nos torna eternos
Somos feitos de perda e ternura,
Fragmentos de um amor sem inverno.
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Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 24 de julho de 2026 07:14
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
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