NO BANCO DOS ETERNOS
Eu queria apenas permanecer
Sentar na praça e ninguém ver.
Mesmo que o corpo seja um véu
E que eu não sinta gosto nem desejo
Quero ficar
Que eu vá e que eu venha em brisa.
Não abrirei a boca
Poderei até escutar
Mas só ouvirão o meu silêncio.
Não que a camada inferior me assuste
E também não me perturba a carne escura.
Vou implorar para ficar no banco
E me poupem da memória
Quero a infinitude dos eternos sentado no banco
Mas sem os artifícios da história.
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Autor:
Carlos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de julho de 2026 01:08
- Categoria: Não classificado
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Offline)
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