Ide com os lamentos que encontraste,
D'amargura, ó penumbra espectral,
Todo o plangor d'um sino que entoaste
Repicaste em soturna catedral.
Em minh'alma que outrora tu vagaste,
Folhas caíam na tarde autunal,
Recordavas alvores que enterraste
A noite em um prado cemiterial.
As alamedas flóreas, seculares,
Há tempos que vagueia pelos ares,
Eterna a velha mágoa dos poentes...
E o astro que de novo o céu inflama,
Reflete tua essência sobre a lama,
Morrendo em vivas cores reluzentes...
Thiago Rodrigues
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Autor:
Thiago R (
Offline) - Publicado: 18 de julho de 2026 22:43
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5

Offline)
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