Thiago R

SACRAS REDOLÊNCIAS

Ide com os lamentos que encontraste,

D\'amargura, ó penumbra espectral,

Todo o plangor d\'um sino que entoaste 

Repicaste em soturna catedral.

 

Em minh\'alma que outrora tu vagaste,

Folhas caíam na tarde autunal,

Recordavas alvores que enterraste 

A noite em um prado cemiterial.

 

As alamedas flóreas, seculares,

Há tempos que vagueia pelos ares,

Eterna a velha mágoa dos poentes...

 

E o astro que de novo o céu inflama,

Reflete tua essência sobre a lama,

Morrendo em vivas cores reluzentes...

 

Thiago Rodrigues