O cotidiano desapercebido,
a saudade que dura, dura, dura,
tecido bem tramado do que fiamos.
O real emaranhado
me leva a um silêncio,
não vários, cada um de um eu
diferente, em tempos diversos.
No fim do dia,
todos estão cansados
e a cama que os aguarda
é de solteiro.
Para deitar,
se recolhem em um:
o que sonha
a noite toda,
com o fio que
deu início a essa trama.
-
Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de julho de 2026 22:05
- Comentário do autor sobre o poema: Sobre as linhas que nos fiam, nos emaranham e nos recolhem no fim do dia.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.
- Em coleções: Silêncios.

Offline)
Comentários2
Seguindo nesta trilha imprevista ??
Sim, o imprevisto é sempre uma paisagem nova, a surpresa é um bom adubo para os poetas...
Michel, gratidão pela visita e pelas interações.
Abraço Fraterno!
Bem bonitinho... triste, mas bonito... gostei!
Obrigado pela leitura, Ayalah
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