O cotidiano desapercebido,
a saudade que dura, dura, dura,
tecido bem tramado do que fiamos.
O real emaranhado
me leva a um silêncio,
não vários, cada um de um eu
diferente, em tempos diversos.
No fim do dia,
todos estão cansados
e a cama que os aguarda
é de solteiro.
Para deitar,
se recolhem em um:
o que sonha
a noite toda,
com o fio que
deu início a essa trama.