Ela se oferece alva, em curva e chama,
Seios fartos, erguidos em meu vulto,
A flor que se contrai, que me reclama,
No aperto onde o desejo faz seu culto.
Preâmbulo de beijos, uma trama,
Onde o verniz cede ao sentir oculto;
Minha língua a explora, e a carne exclama,
Pois busco o centro, o néctar e o tumulto.
O ritmo impõe-se, em fúria, em movimento,
A entrada, a posse, o choque da matéria,
Até que o corpo atinja o estuamento.
No espasmo que me inunda, a voz sincera:
Eu gozo a ideia — eis meu nascimento —
Pois a musa é o poema, e a alma, a fera.
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Autor:
Versos Discretos (
Offline) - Publicado: 18 de julho de 2026 11:58
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 13
- Usuários favoritos deste poema: Jcosta., Vilma Oliveira

Offline)
Comentários1
Bravos, mas não um silplis bravos e sim um entumecido, alvo do estua mento, o aquecido por línguas mornas como se num frenético e doce provar, molhado em champanhe, que nos faz viajar.
Ficou porreta de bom, parabéns.
JCOSTA
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