Nos corredores do velho colégio,
Entre risos tímidos, olhares no chão,
Havia um menino, de sonhos guardados,
Que escrevia cartas com o coração.
Era um tempo de jeans e fitas cassete,
Dos anos noventa, de luz e esplendor,
Onde o primeiro amor, tão inocente,
Despertava em silêncio a força do amor.
Ela passava, cabelos ao vento,
Sorriso de sol iluminando a manhã;
E ele, calado, guardava por dentro
Uma doce lembrança, serena e sã.
As cartas, jamais entregues, escondiam
Palavras nascidas do fundo do ser;
Nas linhas tortas, os sonhos seguiam,
Sem nunca encontrar coragem de dizer.
O amor platônico, tão doce e distante,
Tinha o sabor de uma velha canção,
Que ecoa na alma de forma constante,
Feito um segredo guardado no coração.
Hoje, o menino, já homem, sorri;
Revê essas cartas com terna emoção.
Mesmo que o tempo apague os caminhos,
O primeiro amor nunca deixa o coração.
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Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 17 de julho de 2026 07:34
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 8
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