Abri mão dos filtros para que eu pudesse encontrar meu reflexo nu.
Detalhes e linhas à mostra me levam de volta a lugares por onde passei em silêncio, despercebida, encolhida para não incomodar os olhos daqueles que me definiram através do olhar lançado sobre a árvore que me tornou fruto.
Eu me enxerguei.
Eu me descobri.
Encontrei um lugar confortável para existir.
Ao contemplar um reflexo livre dos ideais de perfeição, amei-me, enfim.
Com permissão.
Com o coração.
Com aceitação.
Tornei-me a mais bela versão de mim mesma.
E o que os olhos trouxeram?
A profundidade de existir e a razão pela qual hoje estou aqui.
-
Autor:
Eliete Souza (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 16 de julho de 2026 23:50
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.