Filosofia Que Resta
Claudio Gia, Macau RN, 16/07/2026
No espelho, a face é tela,
o traço, aço, a cor, verdade.
Desmancha-se a forma e revela
o que a norma chamou de idade.
Aqui, o gesto é dissidência,
o olhar, um golpe de ciência.
Pois todo gênero é performance,
e o palco, um campo de demência.
Que importa o nome, a roupa, o tom?
Se a própria carne é um museu,
onde se expõe, como um faraó,
o que o pudor jamais ousou.
Eis a arte que desaba o teto,
e no escombro, faz-se festa.
O drag não é apenas um afeto:
é a filosofia que resta.
-
Autor:
Claudio Gia (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 16 de julho de 2026 15:37
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 8

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.