De fato sou Ingênuo
Acredito em tudo
É tanta crença,
Que até posso ver, o amor
Sinto de fato o perfume
da flor que imagino,
Olfato de uma ilusão.
Entrego o coração
Vejo desenhos desenrolando no ceu
Em formatos de anjos celestiais.
Minha ingenuidade é quase banal
Dá-me um gênio especial
Tira meus pés do chão
Recita a poesia da minha vida,
com sussurros aos ventos
e ternura mais que desmedida.
Por ser Ingênuo
ando sorrindo demais
Sem pensar nas consequências de sorrir demais.
Tenho amado sem medo e desprezado meus sofrimentos por amar demais.
Tenho morrido tanto e Ressuscitado com tanta veemência, que pareço um tolo profeta.
Por tanta ingenuidade
Nem acho que envelheci
porque os meus dias sao feitos de encantamentos.
Não vejo maldade nem no mal que me chega
Meus olhos tem sido abertos em meio a sonhos felizes.
Tenho recebido beijos de estrelas brilhantes
Meu corpo tem sido confrontado por amores arrebatadores.
De fato sou tão Ingênuo
Que ando sendo tocado por pessoas tão astutas
Que acabam me tirando todo ouro que tenho
Colocando-me ao relento
Roubando aos poucos
Meus penduricalhos materiais
Deixando-me apenas
os bens que a minha alma
Dá
Antonio Olivio
-
Autor:
Antonio Olivio (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de julho de 2026 23:47
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 8

Offline)
Comentários1
O autor assume a ingenuidade não como um defeito, mas como um filtro mágico para encarar a realidade. O eu lírico sente o perfume de flores imaginárias e vê anjos no céu. A ilusão é o mecanismo que tira os pés do chão e transforma a vida em poesia. O poema é marcado pelo excesso e pela entrega absoluta, sem espaço para a moderação ou o medo. Há um sorriso constante e um amor sem barreiras (ando sorrindo demais, amado sem medo). O eu lírico vive uma metáfora de morte e renascimento constante (tenho morrido tanto e ressuscitado). Isso mostra uma resiliência emocional extrema. A ingenuidade atua como um escudo protetor contra o envelhecimento e a amargura. O autor afirma não ver maldade nem no mal que recebe, mantendo o foco em sonhos felizes. O tempo passa de forma diferente porque os dias são feitos de encantamentos. A última estrofe traz a quebra e o ápice do poema, onde o eu lírico confronta a ganância alheia. Pessoas astutas se aproveitam da sua inocência para roubar seus bens e penduricalhos materiais. O desfecho revela que a perda material não importa. O que resta são os bens que a alma dá, os únicos que ninguém pode roubar. A ingenuidade, portanto, vence a malícia. Parabéns pelo poema. Meu abraço poético.
Só mesmo a alma de um poeta pode entender a alma de poeta com tanta perfeição!!
Me emocionei com o teu comentário tão pertinente!!
Obrigado!!!
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