De fato sou Ingênuo
Acredito em tudo
É tanta crença,
Que até posso ver, o amor
Sinto de fato o perfume
da flor que imagino,
Olfato de uma ilusão.
Entrego o coração
Vejo desenhos desenrolando no ceu
Em formatos de anjos celestiais.
Minha ingenuidade é quase banal
Dá-me um gênio especial
Tira meus pés do chão
Recita a poesia da minha vida,
com sussurros aos ventos
e ternura mais que desmedida.
Por ser Ingênuo
ando sorrindo demais
Sem pensar nas consequências de sorrir demais.
Tenho amado sem medo e desprezado meus sofrimentos por amar demais.
Tenho morrido tanto e Ressuscitado com tanta veemência, que pareço um tolo profeta.
Por tanta ingenuidade
Nem acho que envelheci
porque os meus dias sao feitos de encantamentos.
Não vejo maldade nem no mal que me chega
Meus olhos tem sido abertos em meio a sonhos felizes.
Tenho recebido beijos de estrelas brilhantes
Meu corpo tem sido confrontado por amores arrebatadores.
De fato sou tão Ingênuo
Que ando sendo tocado por pessoas tão astutas
Que acabam me tirando todo ouro que tenho
Colocando-me ao relento
Roubando os penduricalhos
Deixando-me apenas
com os meus bens.
Antonio Olivio