O homem de aço tremeu.
Seu peito de ferro cedeu.
O invencível ajoelhou-se.
Seu coração de pedra
- Esfacelou-se!
Seus olhos secos choraram...
O inexpugnável sofreu
E seus corações enfim amaram!
A sofrimentos se dobraram,
A sentimentos soçobraram...
Após eterna pausa.
A mais verdadeira das mentiras,
O mais pequeno momento,
O mais patético lamento
Revivido de trevas abissais,
Resolvido de transes animais
No mais reptiliano de meus complexos,
No mais desprezível entre meus sexos,
Regurgitante e fétido,
Nauseante intrépido
A repicar tonitruante
Ressoando esta morte,
Replicando este instante,
Retinindo na coorte
Desta louca e delirante,
Desta mal suspeita sorte...
Vai rompendo este grilhão,
Sufocando a legião
Que desalma o sentimento,
Que nos torna bolorentos,
Pútridos e aziagos...
- Apodrecem-nos seus afagos!
O homem de aço amou.
Seu peito de ferro sofreu.
O invencível chorou...
Seu coração de pedra cedeu.
Seus olhos tremeram
E seus corações enfim...
- Ajoelharam-se!
-
Autor:
G. Mirabeau (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de julho de 2026 11:46
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 1

Offline)
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