Daqueles dias,
banho-me em dúvidas sedosas
que me cobrem;
A consciência perdida,
de dedos amputados,
solfeja a harmónica,
e sacia a fome a troco de esmolas.
O refrão de uma ladainha,
ecoa por ali:
Porquê, porquê!?
Se encontrares resposta,
não queiras ser feliz,
não queiras ser saciado,
porque a fome acaba,
e com ela
as migalhas que te alimentam.
Passo por eles,
apenas vejo o eu
— não por vaidade, antes fosse.
Apenas aflição de quem vive
da impaciência de não compreender.
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Autor:
ondavida amar (
Offline) - Publicado: 14 de julho de 2026 12:29
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4

Offline)
Comentários2
Bela composição, parabéns!
Obrigado, Francisco! Abraço
Uma fotografia sensível do existencialismo atual.
Abraços!
O existir está guardado num cofre, quem achar o código... Obrigado pela mensagem! Abraços!
Da umas dicas de como encontrar para mim! rsrs
Excelente semana, poeta!
Eu dava, mas infelizmente estou dentro do cofre e não consigo entregar no exterior! rsrsrs , daria uma boa conversa! Excelente semana para si também!
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