Eu alheio

ondavida amar

Daqueles dias,
banho-me em dúvidas sedosas
que me cobrem;

 

A consciência perdida,
de dedos amputados,
solfeja a harmónica,
e sacia a fome a troco de esmolas.

 

O refrão de uma ladainha,
ecoa por ali:

 

Porquê, porquê!?

 

Se encontrares resposta,
não queiras ser feliz,
não queiras ser saciado,
porque a fome acaba,
e com ela
as migalhas que te alimentam.

 

Passo por eles,
apenas vejo o eu
— não por vaidade, antes fosse.
Apenas aflição de quem vive
da impaciência de não compreender.

  • Autor: ondavida amar (Offline Offline)
  • Publicado: 14 de julho de 2026 12:29
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 33
Comentários +

Comentários3

  • Francisco Queiroz

    Bela composição, parabéns!

    • ondavida amar

      Obrigado, Francisco! Abraço

      • ondavida amar

        Obrigado Francisco, por ter apreciado! Abraço

      • Shmuel

        Uma fotografia sensível do existencialismo atual.

        Abraços!

        • ondavida amar

          O existir está guardado num cofre, quem achar o código... Obrigado pela mensagem! Abraços!

          • Shmuel

            Da umas dicas de como encontrar para mim! rsrs

            Excelente semana, poeta!

            • ondavida amar

              Eu dava, mas infelizmente estou dentro do cofre e não consigo entregar no exterior! rsrsrs , daria uma boa conversa! Excelente semana para si também!

            • Oswaldo Jesus Motta

              Lindas palavras, poeta! Abraços poéticos! Uma semana iluminada!



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