Daqueles dias,
banho-me em dúvidas sedosas
que me cobrem;
A consciência perdida,
de dedos amputados,
solfeja a harmónica,
e sacia a fome a troco de esmolas.
O refrão de uma ladainha,
ecoa por ali:
Porquê, porquê!?
Se encontrares resposta,
não queiras ser feliz,
não queiras ser saciado,
porque a fome acaba,
e com ela
as migalhas que te alimentam.
Passo por eles,
apenas vejo o eu
— não por vaidade, antes fosse.
Apenas aflição de quem vive
da impaciência de não compreender.