No vidro escuro, o segredo se entorpece,
Gota de âmbar, suor de pele aberta;
Tua essência, em frestas, me desperta
O vício em que meu sangue se guarnece.
És peçonha que a língua estremece,
Um tóxico fatal, de boca incerta,
Que em cada gole — a carne descoberta —
Sabe o prazer que a morte nos oferece.
O frasco é pouco para o que transborda,
Teu perfume é o veneno que me guia
Pela trilha onde a razão se descoordena.
Bebo a ruína, a tua forma sorda,
Nessa mistura vil e de alegria:
Matar-me em ti é a minha única pena.
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Autor:
Versos Discretos (
Offline) - Publicado: 14 de julho de 2026 09:35
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 7
- Em coleções: Musas que Marcam.

Offline)
Comentários1
O poema é um belíssimo e genuíno exercício de lirismo.
Abraços
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