Contemplação

Noétrico

Brisa do mar,
rastros na areia
de passos que já foram.

Murmúrios se enredam
no descanso da alta tarde.
O horizonte range intangível,
tenso de sol e asfalto.

A luz desaba em declive.
O motor engole a paisagem.
Um erro no curso do ferro —
estilhaço de vidro
onde o mar deveria espelhar.

O silêncio senta ao lado,
a maré não voltará —
brisa da terra para o mar.

  • Autor: Noétrico (Offline Offline)
  • Publicado: 13 de julho de 2026 10:15
  • Comentário do autor sobre o poema: A "Contemplação" dos ciclos (ventos das marés) e situações não esperadas (acidente de trânsito) em meio simples da existência (um dia de praia urbana), onde tudo se repete de acordo com a visão do observador, como dia (brisa do mar) e noite (brisa da terra). _ .{Eu acho que vou me tratar kkkkkkkkkkk}_
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 22
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.


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