Serpente

Gerciane Moura da Silva

Deslizo silenciosa como uma serpente,

Despindo o passado, vestindo o presente

A cada rito, te revelo: força, sabedoria e instinto.

Me movo no tempo, deslizo no compasso

Aprendendo a cada passo dado

Eu seduzo, observo, te paraliso

Mudo, cresço, eu me reinvento

Sou a fome do saber, não me rendo à dor

Da metamorfose à Glória

Escorrego sob as mãos de quem a mim tenta prender

E te faço aprender que nem de mim sou prisioneira

Presença sutil, jamais invisível.

Silêncio que incomoda, calmaria que ameaça

Beleza que cega a quem não souber ver

O que está além do meu ser

 

Eu sou o veneno que mata.

E a depender de quem beba, sou a cura.

Sou mistério. Sou passagem. Sou ciclo.

Eu sou o renascer.

  • Autor: Gerciane Moura da Silva (Offline Offline)
  • Publicado: 13 de julho de 2026 00:29
  • Categoria: Espiritual
  • Visualizações: 3


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