Deslizo silenciosa como uma serpente,
Despindo o passado, vestindo o presente
A cada rito, te revelo: força, sabedoria e instinto.
Me movo no tempo, deslizo no compasso
Aprendendo a cada passo dado
Eu seduzo, observo, te paraliso
Mudo, cresço, eu me reinvento
Sou a fome do saber, não me rendo à dor
Da metamorfose à Glória
Escorrego sob as mãos de quem a mim tenta prender
E te faço aprender que nem de mim sou prisioneira
Presença sutil, jamais invisível.
Silêncio que incomoda, calmaria que ameaça
Beleza que cega a quem não souber ver
O que está além do meu ser
Eu sou o veneno que mata.
E a depender de quem beba, sou a cura.
Sou mistério. Sou passagem. Sou ciclo.
Eu sou o renascer.