No silêncio da noite fria e calma,
O sono fugiu, castigo, vazia alma,
Busco em versos, no branco papel,
Traduzir esse amor verdadeiro e fiel.
Mas as palavras se perdem no ar,
Nem mesmo a dor consegue falar,
Na penumbra do quarto, meu abrigo,
A solidão faz morada comigo.
As paredes parecem também lamentar,
Guardando o eco do que não vai voltar,
E eu te sinto tão longe de mim,
Mesmo vivendo em mim, sem ter fim.
Dominas meus sonhos, meu pensar,
És presença que insiste em ficar,
Abro a janela na doce ilusão,
De encontrar-te em meio à imensidão.
Mas só as estrelas e o frio luar
Parecem meu pranto escutar,
Compreendem a dor que insiste em crescer,
E esse vazio que não sei conter.
Dilacera o peito, rasga o coração,
Como um grito preso na escuridão,
E volto ao papel, vazio e sem cor,
Reflexo exato do meu interior.
Então surge, sozinha, sem vaidade,
Uma única palavra: saudade.
Saudade do tempo em que fui feliz,
Saudade de tudo o que a vida me quis.
Saudade do toque, do teu calor,
Saudade de nós, do nosso amor,
Saudade, enfim, sem despedida,
Saudade profunda, saudade da vida.
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Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 11 de julho de 2026 08:04
- Categoria: Gótico
- Visualizações: 1

Offline)
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