Olho para a Lua, ali parada:
cheia, distante, iluminada.
Eu aqui, flutuando, imaginando,
e a Lua lá parada, e a Terra girando.
E isso realmente é um engano,
já que a Lua também rodopia.
Elegante, nos acompanha face a face,
dança com a Terra em pura sincronia.
Parceira solidária,
rege, vela, influencia
as marés, os ciclos e as naturezas
de quem a Terra habita.
Silenciosa, misteriosa, oculta,
amante solar,
em noite escura
reflete-o e nos ilumina.
Não resisto a seu encanto:
pego o telescópio antigo de papai,
limpo e ajusto as lentes;
preparo o café, sinto os perfumes.
Caderno, caneta, caneca,
esqueço-me dos ponteiros.
Estou aqui presente por inteiro,
pois é noite enluarada.
Vejo daqui tudo o que a marcou.
Oh, minha querida protetora,
de quantos infortúnios
já não nos livrou?
De todos os mistérios
a nós velados, tu, irmã Lua,
é um dos sinais mais claros
de que somos amados.
-
Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Online) - Publicado: 10 de julho de 2026 12:54
- Comentário do autor sobre o poema: Entre as lentes de um telescópio antigo e o calor de uma caneca de café, uma homenagem à nossa eterna e misteriosa protetora: a Lua.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua
- Em coleções: Naruteza.

Online)
Comentários1
A lua é linda! Quando vaga fica mais graciosa.
Abraços,
Obrigado pela leitura, caríssimo Shmuel
E já aproveito para lhe desejar um feliz aniversário, que esse novo ciclo seja cheio de poesias, saúde e alegrias...
Abraço
Abraços e obrigado!
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