Algo em mim morreu.
Mas ainda estou vivo, eu não quero isso.
Sinto que fui abandonado.
Não adianta mudar, sempre fui descartado.
Toco piano em meio ao luar vazio e morto.
Isso nunca me fez sentir solto.
Meu pecado é continuar existindo.
Mesmo que eu tenha desistido.
Uma vida maldita, uma vida vazia.
O sangue escuro corrompe minha vista.
No fim, meu nome será o último da lista.
Viver é uma maldição.
Mas desistir é uma contradição.
Nunca deixarei de ser visto como uma aberração.
Esta é minha prisão.
O escuro me encara com desprezo.
Nem mesmo a morte eu mereço.
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Autor:
Lyle (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 10 de julho de 2026 01:03
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 20
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.
- Em coleções: Almas..

Offline)
Comentários1
compartilho da tua dor em sempre ser descartado. ????
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