Algo em mim morreu.
Mas ainda estou vivo, eu não quero isso.
Sinto que fui abandonado.
Não adianta mudar, sempre fui descartado.
Toco piano em meio ao luar vazio e morto.
Isso nunca me fez sentir solto.
Meu pecado é continuar existindo.
Mesmo que eu tenha desistido.
Uma vida maldita, uma vida vazia.
O sangue escuro corrompe minha vista.
No fim, meu nome será o último da lista.
Viver é uma maldição.
Mas desistir é uma contradição.
Nunca deixarei de ser visto como uma aberração.
Esta é minha prisão.
O escuro me encara com desprezo.
Nem mesmo a morte eu mereço.