teu nome, até hoje,
arranha-me a garganta ao sair.
como se um pequeno monstro
escalasse dentro de mim,
de garras miúdas,
rasga-me até o topo da boca,
arranha-me a língua.
o pequeno monstro
me roubou a sétima letra do alfabeto.
agora, mora entre meus dentes
e alimenta-se do que quase digo.
às vezes, acordo com
a boca repleta de pegadas.
o pequeno monstro
também não consegue dormir.
pendura-se na minha orelha,
bate palmas ao pé do ouvido,
diz que tenta alcançar
o som da praia.
antes de sair, verifico
as chaves,
a carteira
e o pequeno monstro
no bolso esquerdo.
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Autor:
Noah Ferreira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 9 de julho de 2026 01:26
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1

Offline)
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