Passo pelos anos estagnado:
não cresço, apenas resisto,
e não abandono nada.
Não sofri mal de coisa imposta,
tudo foi de mim.
E não me dei bem comigo,
apesar da aparente paz.
A visão simplista,
baseada em um passado distorcido,
se estendia em um labirinto
de contos fabulosos.
Não quis assumir nada,
nem as broncas recebidas ou dadas.
Afastei-me para o lugar dos mornos,
isentei-me de mim.
Hoje moro bem aqui,
nos clichês, na ferida do vinil...
No imóvel geminado
vizinho ao arrependimento,
com vista para o covil.
Caminhando em vias
de dias perfeitamente monótonos.
Sem perspectiva que mude de
nota, rota, ou faixa.
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 8 de julho de 2026 22:36
- Comentário do autor sobre o poema: Um suspiro, apenas um suspiro, e uma boa noite.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 10
- Em coleções: Silêncios.

Offline)
Comentários1
Lugar dos mornos, já ouvi falar desse lugar, dizem e não fui eu que os rudes e os brabos quando chegam por lá, ficam todos delicados.
Mas, falando da obra em si.
O que acho e que o poeta esta tomando vinho em cima do telhado e por o lugar ser mais alto, fica mais facil se submeter a inspiração.
Esse seu dito apesar das aporrinhações, ficou porreta de bom.;
Bravíssimo, vai escrever bem assim. lá nas Goianias.
Parabens e toma cuidado com os escorpiões.
Abraços, de uma boa semana.
Apegaua
Obrigado meu caro amigo, pela leitura carinhosa, são muito boas as nossas prosas...
Na roca quase não dá escorpião, a maioria as penosas comem, já na cidade grande onde quase tudo é concreto tem muito, tô quase para trazer uma galo carijó e soltar aqui no quintal...
Abraço e muito saúde
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