A serpente é aquela que me viu crescer,
que me acolheu bondosamente em seu ninho;
Mas assim que ela me reconheceu,
atormentou algo em seu íntimo.
Tudo fez para destruir lares alheios,
cuspindo naturalmente as estirpes do seu veneno;
Mas nunca me intimidei com a sua língua;
Rapidamente entendi que o seu mundo é demasiado pequeno.
Ela se contorcia de azia ao testemunhar o brilho
que nunca lhe pertenceu;
Até que se arrastou inevitavelmente para um beco
demasiado escuro e sem céu.
Procurou arrastar os enfraquecidos para a sua cova
e a sua maldição por instantes,
permitiu prejudicar os meus caminhos.
Mal ela sabe que a sua maldade
só enalteceu a potência dos meus vinhos.
Fui forçada a plantar a minha vinha numa terra distante,
sem recursos e sem garantias.
Mas Deus é benevolente em sua magnitude,
pois a semente que eu nutria era boa em plenitude.
Minha querida serpente, o teu mundo é escuro e sem vida;
Porque afinal de contas e pelo histórico,
O teu veneno nada foi mais, do que periódico.
Onde a Luz me fez erguer num túnel com saída
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Autor:
Lesy Williams (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 8 de julho de 2026 12:26
- Comentário do autor sobre o poema: Saber perdoar um familiar
- Categoria: Perdão
- Visualizações: 2
- Em coleções: O Roteiro I.

Offline)
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