O TEATRO DO ECLIPSE

FELÍCITY_POETA

No silêncio profundo onde a alma se deita,

A escuridão mansa é a manta perfeita.

Ela esconde o que fere, o que o peito rejeita,

E na ausência de cor, a verdade se ajeita.

Mas a linha do horizonte logo se estreita,

E uma faísca de luz, soberana, se aceita.

É o clarão da razão que a mente deleita,

Que desperta a colheita da vida direita.

Quem dera o mortal entender a receita:

Nenhum lado domina, nenhum se aproveita.

Pois na sombra que cai, a semente respeita

O repouso sagrado que a terra amamenta.

E no raio de sol que o espaço violenta,

O mistério do ser se expande e sustenta.

Luz e treva na dança que o tempo alimenta:

Dualidade que o homem na carne vivencia,

Pois a luz traz a busca, e a sombra, a essência;

Duas faces da mesma e eterna consciência!

  • Autor: FELICITY_POETA (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 7 de julho de 2026 20:26
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 3
  • Usuários favoritos deste poema: LivrePoeta
  • Em coleções: POEMAS DA ALMA.


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.