Não escrevo buscando rimas,
embora adore lê-las nas alheias.
Primeiro entrego as lágrimas,
depois, lúcido, corto as veias.
Então fica assim, escrevo em:
descontagem de sílabas poéticas,
terceto sem rezas,
quadra sem lotes,
redondilha que não rola.
Não consigo sofrer o bastante para me enquadrar,
as lágrimas e as veias só as citei pelas rimas.
Ademais,
amo a vida,
amo a poesia,
amo quem sofre a dor maior do mundo
e faz disso um pote de ouro
no final de um arco-íris.
Falam tanto da necessidade de escrever...
Eu afirmo: ela existe.
Ainda bem que deixaram-me
os versos livres.
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de julho de 2026 15:22
- Comentário do autor sobre o poema: Aos poetas.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Pietro Guilherme Piazera
- Em coleções: Silêncios.

Offline)
Comentários3
Que lindo! O poema desconstrói o clichê do poeta romântico e sofrido. Uma escrita leve, sincera e, acima de tudo, livre de fôrmas e de dores fingidas.
Abraços
Vou fingir que acredito.
Deixa estar, quando você se apaixonar e a musa de dedo em riste em sua cara sussurrar.
_ vou fingir que vos acredito.
Ai meu amigo não vale subir para o telhado para sentir no vento o cheiro dela.
Por que poeta que não se apaixona e igualzinho ao que falaste.
Abraços.
Apegaua.
Sempre com belas letras caríssimo Franscisco!!!
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