O peso do mundo
caiu em meus pés,
estou calejado pela batalha
que nunca busquei.
Sinto a terra
em meu peito,
caído na lama
como rio sem água.
A carne clama
por descanso,
rasgo as vestes
para me entregar
ao pó da terra.
O fardo afundou
os ombros
que algum dia foram meus.
Dizem que os justos
dormem bem,
falso consolo.
A olheira, incrustada
como carvão.
Até faltam palavras
em minha boca,
pois a vontade
se foi com o vento.
O corpo me deixou
nesse chão,
serei como areia
que foi jogada ao mar.
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Autor:
Santos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 5 de julho de 2026 12:20
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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