O ultraje da pele molhada,
É o arrepio de um sopro abafado,
Deixando em tremor a perna cruzada
Em fino salto e vestido cavado.
O vinho vira mera desculpa,
Um enfeite de taça,
Um álibi à conduta.
Na garganta, teu gole não passa!
E as mãos arregaçam
O vestido e a culpa.
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Autor:
MihSil (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 4 de julho de 2026 14:04
- Comentário do autor sobre o poema: Quando o gole não desce, o corpo revela aquilo que a roupa não poderá proteger. O desejo que arrepia a pele.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 10

Offline)
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