Álibi na Garganta

Mihsil

O ultraje da pele molhada,
É o arrepio de um sopro abafado,
Deixando em tremor a perna cruzada
Em fino salto e vestido cavado.

O vinho vira mera desculpa,
Um enfeite de taça,
Um álibi à conduta.

Na garganta, teu gole não passa!
E as mãos arregaçam
O vestido e a culpa.

  • Autor: MihSil (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 4 de julho de 2026 14:04
  • Comentário do autor sobre o poema: Quando o gole não desce, o corpo revela aquilo que a roupa não poderá proteger. O desejo que arrepia a pele.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 93
  • Usuários favoritos deste poema: Versos Discretos, Shmuel
Comentários +

Comentários5

  • Sergio Neves

    SERGIO NEVES - ...pura sedução! ...um erotismo dito de forma a arrepiar todos os pelos do corpo...,...e tudo com muita classe...,...gostei por demais! // (...a ilustração tá um arraso! ...de enrigecer!) /// Carinhos a ti, sen(x)sual mulher.

  • Versos Discretos

    Poema muito envolvente. Gostei.

  • RGGouveia

    Bom

  • Shmuel

    Que vinho maravilhoso! Adorei!


    Abraços!

  • Maria dorta

    Belo poema! Com beleza e muita sutileza,!



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.