Mihsil

Álibi na Garganta

O ultraje da pele molhada,
É o arrepio de um sopro abafado,
Deixando em tremor a perna cruzada
Em fino salto e vestido cavado.

O vinho vira mera desculpa,
Um enfeite de taça,
Um álibi à conduta.

Na garganta, teu gole não passa!
E as mãos arregaçam
O vestido e a culpa.