O poder liberdador do perdão

Naomelina Manave

O poder libertador do perdao

O peso que carregas não é teu,
Mas fomos nós que o pusemos no altar,
A esperar um perdão que não nasceu,
Da boca de quem soube nos magoar.
A ferida ainda vive, está sangrenta,
O mundo foi injusto e foi cruel,
A mente chora, grita e se lamenta,
Bebendo o resto desse amargo fel.
Mas a clareza chega com o vento,
Que sopra quando decides libertar,
Não a quem te causou o sofrimento,
Mas a ti mesmo, para respirar.
“Eu perdoo”, repetes como prece,
Um mantra que esvazia o coração,
E tudo o que era turvo desvanece,
Na água pura da tua redenção.
Já não esperas que o outro se desculpe,
A cura é tua e nasce no teu peito,
Permite que o silêncio te esculpa,
Mais leve, mais pacífico e aceito.
A alma, que era cinza, faz-se clara,
O peito encontra a paz que tanto quis,
A tempestade antiga enfim para,
E o rio corre limpo e mais feliz.

Naomi M.

  • Autor: Naomelina Manave (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 4 de julho de 2026 08:57
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 37
  • Usuários favoritos deste poema: Apegaua, Freddie Seixas
Comentários +

Comentários3

  • Rosangela Rodrigues de Oliveira

    Lindo seu Poema Parabéns poetisa. Isso mesmo. Mesmo com encargos que não são nossos o coração está leve, mas a pena de Maat, a Cruz de Jesus, as armas medievais estão nas costas. Só aguardando um cavaleiro retirar.

    • Naomelina Manave

      Muito obrigada querida poetisa. Nós somos fortes graças à aquele que nos fortalece

    • Apegaua

      Eita, ficou trancham.
      Bravos e parabéns poeta.
      Apegaua

    • Apegaua

      Ficou pra lá de Moçambique.
      Bravos.
      Apegaua



    Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.