A FORCA...

Apegaua



Apertem o laço.

Deixem balançar no vazio esse corpo inerte.

Nocivo e vadio.

Que ao pó irá se juntar.

Feito os seus desejos.

Fugiu pela tangente como um agoniado.

Com medo da ingratidão.

Viveu edificando se do lado errado.

Padecendo se por um amor dilacerado.

Que dos seus olhos se evaporou.

Um profano.

Estabelecendo se no pecado.

Sem jamais conhecer a intimidade de um perdão.

Participou de juras dividindo se a razão.

Escondeu segredos.

Mas no vazio do silencio.

Que erdou suas próprias tradições.

Que tremule no espaço.

Esse sussurro abafado.

De quem já sentiu o amor.

Que morram os apaixonados.

Aquelhes que andam calados.

Sentindo a alma abafada.

Por jamais se revelarem.

Que em seus pescoços se apertem o nó.

Pena efetiva para os que vivem da solidão.

Apegaua.

 

  • Autor: Apegaua (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 2 de julho de 2026 05:12
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 7
  • Usuários favoritos deste poema: Francisco Queiroz
Comentários +

Comentários2

  • Rosangela Rodrigues de Oliveira

    Realmente a ingratidão é dolorida demais, faz a gente sofrer. Por isso digo dai graças à tudo. Linda poesia. Linda música. Parabéns poeta.

  • Francisco Queiroz

    Uma obra de arte, a poesia e o fado...

    Vou enviar pro meu velho...
    Ele que quando jovem, subia no telhado para tomar vinho, ler os ditos do Pessoa e ouvir rádio a pilha... Nas pausas admirava as estrelas e a lua...
    E ao ouvir fados dizia sentir uma saudade de algo que não viveu...

    Devo muito ao meu velho...

    Obrigado amigo, Apegaua!

    Abraço apertado



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