Apertem o laço.
Deixem balançar no vazio esse corpo inerte.
Nocivo e vadio.
Que ao pó irá se juntar.
Feito os seus desejos.
Fugiu pela tangente como um agoniado.
Com medo da ingratidão.
Viveu edificando se do lado errado.
Padecendo se por um amor dilacerado.
Que dos seus olhos se evaporou.
Um profano.
Estabelecendo se no pecado.
Sem jamais conhecer a intimidade de um perdão.
Participou de juras dividindo se a razão.
Escondeu segredos.
Mas no vazio do silencio.
Que erdou suas próprias tradições.
Que tremule no espaço.
Esse sussurro abafado.
De quem já sentiu o amor.
Que morram os apaixonados.
Aquelhes que andam calados.
Sentindo a alma abafada.
Por jamais se revelarem.
Que em seus pescoços se apertem o nó.
Pena efetiva para os que vivem da solidão.
Apegaua.
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Autor:
Apegaua (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 2 de julho de 2026 05:12
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 26
- Usuários favoritos deste poema: Francisco Queiroz

Offline)
Comentários2
Realmente a ingratidão é dolorida demais, faz a gente sofrer. Por isso digo dai graças à tudo. Linda poesia. Linda música. Parabéns poeta.
Nossa Branquinha me comoveu.
A unica coisa que posso falar e te adoro.
Abraços amiga.
Apegaua.
Uma obra de arte, a poesia e o fado...
Vou enviar pro meu velho...
Ele que quando jovem, subia no telhado para tomar vinho, ler os ditos do Pessoa e ouvir rádio a pilha... Nas pausas admirava as estrelas e a lua...
E ao ouvir fados dizia sentir uma saudade de algo que não viveu...
Devo muito ao meu velho...
Obrigado amigo, Apegaua!
Abraço apertado
Bom quando um filho se justifica.
Seu velho deve ser maluco igual a mim.
As vezes subo para o telhado para beber vinho e escutar o fado.
O obstaculo não e a subida por estar sobrio e sim a descida quando as pernas estão a se trocarem.
Fica na paz meus amigos.
Apegaua.
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