Apegaua

A FORCA...

Apertem o laço.

Deixem balançar no vazio esse corpo inerte.

Nocivo e vadio.

Que ao pó irá se juntar.

Feito os seus desejos.

Fugiu pela tangente como um agoniado.

Com medo da ingratidão.

Viveu edificando se do lado errado.

Padecendo se por um amor dilacerado.

Que dos seus olhos se evaporou.

Um profano.

Estabelecendo se no pecado.

Sem jamais conhecer a intimidade de um perdão.

Participou de juras dividindo se a razão.

Escondeu segredos.

Mas no vazio do silencio.

Que erdou suas próprias tradições.

Que tremule no espaço.

Esse sussurro abafado.

De quem já sentiu o amor.

Que morram os apaixonados.

Aquelhes que andam calados.

Sentindo a alma abafada.

Por jamais se revelarem.

Que em seus pescoços se apertem o nó.

Pena efetiva para os que vivem da solidão.

Apegaua.