O alecrim adormece num sono seco, . . o cheiro de manjericão dispersou-se pelo leve tremor do ar até aos confins do pátio, . . a cuscuta encontra-se na sombra das rosas, e na moita de hortelã, dormem os gatos. Espalhadas aqui e acolá, as agulhas de pinheiro.
Pelas janelas, as persianas estão baixadas – esse é o nosso endereço.
E e na casa há trevas, e nelas como se estivesse espalhada aquela cor vermelha densa, quente até ao adormecimento.
Foi assim que a vi, ainda nos sobressaltos daqueles antigos sonhos infantis, sempre doces. Naquele tempo, quando ainda caíam aquelas chuvas, pesadas como cortinas de musselina, e já não se distinguiam o dia da noite, . . quando eu me erguia da cama saltando sobre um joelho e o coração batia, e o coração batia, . . até que, naquele tempo, nas minhas esperanças longínquas, algures... eu beijasse uma vez.
. . . sim, tudo ainda pode ser bom, enquanto eu levo por todos os cantos da casa tudo aquilo que é quente, e o chá e o café (e a alegria nos olhos).
... porque Ela é ...
aquele só: o meu açúcar, . . e aquele: para o remédio, a pimenta; para mim: voz de sal, o meu aipo em chamas. . . e do meu jardim: a rosa de cor azul
Há aquele brilho nos olhos
( – que – como se não fosse deste mundo. )
. . . porque roubaram cedo a minha igreja –
. . . Mas Ela não pode ser roubada.
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Autor:
Lav Atanasijin (
Offline) - Publicado: 1 de julho de 2026 21:31
- Categoria: Amor
- Visualizações: 1

Offline)
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