APOGEU

Moon Dark

Sou a órbita
que desaprendeu o retorno,
o último verso
antes do contorno.

E se perguntarem
qual foi o instante
em que deixei de ser metade,

direi apenas:

há luas
que não crescem.

Elas lembram
que sempre foram cheias,
enquanto o mundo
via somente a parte escondida.

Desde então,
carrego o infinito
como quem leva um segredo.

Quem me olha,
vê silêncio.

Quem me lê,
ouve o universo
respirando por dentro.

  • Autor: Moon Dark (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 30 de junho de 2026 14:49
  • Comentário do autor sobre o poema: Aqui, um novo ciclo começa.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 3


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