tu amavas o reflexo da lua no mar
e eu pensava que amavas a mim
contemplavas a imagem
que teu desejo desenhava
sobre o vai-e-vem do sal
e eu, reduzido ao teu sonho de mim,
aceitando ser aquilo que inventavas
quando o mundo tremia diante da tua leitura sobre águas
a ressaca cessou,
o mar recolheu suas ondas
e o vulto da lua ali permaneceu
tão inteiro quanto na primeira noite em que te vi
intocado pela calmaria,
indiferente ao silêncio das ondas
ainda assim insistias em olhar
e a ausência de distorção
a minha verdade em mim
te feriu mais do que qualquer mentira
descobriste, tarde demais,
que a claridade do reflexo vinha de outro astro
e não de mim
e eu permaneci no breu dos céus
onde sempre estive!
sem nunca ter sido sol
sem nunca ter sido seu
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Autor:
Noah Ferreira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de junho de 2026 03:39
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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