Benzedeiras

Gino, Sinvaldo de Souza

Benzedeiras

Na beira do Rio Vermelho mora a reza,  
em boca de mulher e homem de fé.  
Benze espinhela caída com ramo,  
endireita o peito que a vida entortou.

Benze lagarta na roça e cobra no brejo,  
tira o veneno só com olhar.  
Benze cachumba, costela quebrada,  
ajeita coluna pra alma respirar.

Não tem diploma, só terço no bolso.  
Cobra a cura com café e bom dia.  
É Deus fazendo milagre baixinho  
na mão de quem benze em Matrinchã.

  • Autor: GINO (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 28 de junho de 2026 19:14
  • Categoria: Espiritual
  • Visualizações: 17
  • Usuários favoritos deste poema: Gino, Sinvaldo de Souza
Comentários +

Comentários1



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.