Benzedeiras
Na beira do Rio Vermelho mora a reza,
em boca de mulher e homem de fé.
Benze espinhela caída com ramo,
endireita o peito que a vida entortou.
Benze lagarta na roça e cobra no brejo,
tira o veneno só com olhar.
Benze cachumba, costela quebrada,
ajeita coluna pra alma respirar.
Não tem diploma, só terço no bolso.
Cobra a cura com café e bom dia.
É Deus fazendo milagre baixinho
na mão de quem benze em Matrinchã.
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Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 28 de junho de 2026 19:14
- Categoria: Espiritual
- Visualizações: 23
- Usuários favoritos deste poema: Gino, Sinvaldo de Souza, Patty Alves

Offline)
Comentários2
Larga experiência!
Caraca, que lindo!
Me bateu saudades de minha avó que era Benzedeira e amava benzer as pessoas, e através de suas orações ouve muitas curas.
Obrigado poetisa pela leitura e comentário!
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