Benzedeira de Matrinchã
Na beira do Rio Vermelho mora a reza,
em boca de mulher e homem de fé.
Benze espinhela caída com ramo,
endireita o peito que a vida entortou.
Benze lagarta na roça e cobra no brejo,
tira o veneno só com olhar.
Benze cachumba, costela quebrada,
ajeita coluna pra alma respirar.
Não tem diploma, só terço no bolso.
Cobra a cura com café e bom dia.
É Deus fazendo milagre baixinho
na mão de quem benze em Matrinchã.
-
Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 28 de junho de 2026 19:14
- Categoria: Espiritual
- Visualizações: 5

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.