Benzedeiras

Gino, Sinvaldo de Souza

Benzedeiras

Na beira do Rio Vermelho mora a reza,  
em boca de mulher e homem de fé.  
Benze espinhela caída com ramo,  
endireita o peito que a vida entortou.

Benze lagarta na roça e cobra no brejo,  
tira o veneno só com olhar.  
Benze cachumba, costela quebrada,  
ajeita coluna pra alma respirar.

Não tem diploma, só terço no bolso.  
Cobra a cura com café e bom dia.  
É Deus fazendo milagre baixinho  
na mão de quem benze em Matrinchã.

Comentários +

Comentários2

  • Gino, Sinvaldo de Souza

    Larga experiência!

  • Patty Alves

    Caraca, que lindo!
    Me bateu saudades de minha avó que era Benzedeira e amava benzer as pessoas, e através de suas orações ouve muitas curas.



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