Gino, Sinvaldo de Souza

Benzedeira de Matrinchã

Benzedeira de Matrinchã

Na beira do Rio Vermelho mora a reza,  
em boca de mulher e homem de fé.  
Benze espinhela caída com ramo,  
endireita o peito que a vida entortou.

Benze lagarta na roça e cobra no brejo,  
tira o veneno só com olhar.  
Benze cachumba, costela quebrada,  
ajeita coluna pra alma respirar.

Não tem diploma, só terço no bolso.  
Cobra a cura com café e bom dia.  
É Deus fazendo milagre baixinho  
na mão de quem benze em Matrinchã.