Teu nome bate fora do compasso,
no meio da madrugada em que não durmo.
É febre mansa, um doce embaraço,
é paz que vem do mais profundo absurdo.
Teu toque, amor, é um desvio do destino,
meu peito perde o tempo e se derrama.
Não sigo mais meu próprio caminho,
desde que vi teus olhos virarem chama.
Disritmia… é isso que tu causas,
meu corpo se recusa à calmaria.
Te amar é tropeçar nas próprias asas,
voar sem céu, sem mapa, sem medida.
Já não me encaixo nos compassos de antes,
teu riso desafina minhas certezas.
Mas que se dane o ritmo constante,
prefiro o caos da tua natureza.
Se for loucura, é a mais linda que há —
amar alguém que bagunça meu ser,
que chega e muda o jeito de amar,
fazendo o coração reaprender.
E se um dia perguntarem o que sinto,
respondo: sinto tudo, sem pudor.
Amor assim não cabe em verso extinto.
É mais que amor…
É disritmia em flor.
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Autor:
João Vittor (
Offline) - Publicado: 27 de junho de 2026 23:22
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5

Offline)
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