Pulsam os globos, pálpitos de lua,
Sob a moldura escura e rendilhada,
Onde a penumbra os veste e os acentua,
Tornando a carne mais desejada.
Desce o cristal na fenda que flutua
Entre as duas colinas, via sagrada,
Ponta de seta que ao prazer insinua
A rota exata da boca sedenta e ousada.
Ó fartos pomos de maciez ardente,
Que a renda preta aperta e desafia,
Vertendo o sumo de uma febre antiga...
Beber teu colo, lento e sôfrego, em frente
Ao templo oculto que em ti se amplia,
É a heresia que a minha alma abriga.
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Autor:
Versos Discretos (
Offline) - Publicado: 27 de junho de 2026 17:42
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 9
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua

Offline)
Comentários1
Essa sua alma esta com tudo e nem e prosa, queria a minha abrigar tantos peitos.
Como sempre ficou perfeita a obra, mas vai gostar de mamilos assim la na China.
Abraços mestre poeta.
Tenha um bom Domingo.
Apegaua
hahhaha obrigado.
KKKKKKKKKKKKK
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