Naquele dia chuvoso,
a neblina desceu cedo
e o mundo tornou-se
um retrato sem contornos.
O velho penhasco
observava o vale em silêncio,
como se lembrasse
de todas as despedidas.
August chegou primeiro.
Marcela veio depois,
trazendo nos olhos
o brilho cinzento da tempestade.
Não havia promessas.
Apenas a chuva,
caindo paciente
sobre os pinheiros,
sobre as pedras,
sobre as palavras
que nenhum dos dois
teve coragem de dizer.
O vento levou um chapéu,
uma folha seca
e um último sorriso.
Quando a tarde escureceu,
a neblina apagou seus passos,
mas não a lembrança.
Desde então,
sempre que a chuva visita
aquele antigo penhasco,
parece escrever seus nomes
na rocha molhada,
como se o amor
não precisasse vencer o tempo,
apenas aprender
a permanecer
naquilo que o céu
nunca deixa de derramar.
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Autor:
Jullyne and Jully (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 27 de junho de 2026 13:40
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2
- Em coleções: POESIAS D\'Mundo.

Offline)
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