O avô sabido explicou
que o bem e o mal
são dois lobos gêmeos dentro de nós.
Dizem que vence aquele que mais alimentamos.
Aí, um acua o outro
e, se muito poderoso,
acua a nós também.
Cresci em meio a essa guerra:
quando tinha raiva, mordia,
quando tinha compaixão, paralisava.
Então, um dia, fiz-me também sabido,
passei a alimentar os dois por igual.
Seria triste ver um irmão matar o outro,
pensei na vida solitária
do que ficaria para trás.
Hoje crescidos e páreos,
se respeitam e me respeitam.
E, nas lutas da vida,
lutamos juntos as mesmas batalhas.
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Online) - Publicado: 27 de junho de 2026 09:30
- Comentário do autor sobre o poema: Às vezes me pego a refletir: a vida é sobre suprimir ou harmonizar? É sobre matar ou dar o justo lugar? Pois, indo mais longe nessa viagem sem fim, algo realmente morre ou somente fica fraco o bastante para que tenhamos que carregar?
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua
- Em coleções: Naruteza, Silêncios.

Online)
Comentários3
Eita, até parece que o Inverno troxe uma garoa de inspiração.
Esse dito, poderia ser incaminhado para Abel e Caim e se garanto que não haveria morte.
Bravos poeta.
Esse seu avô foi porreta no seu ensinamento.
O meu me ensinou a pescar, para equilibrar os dois pelo estomago.
Você já pensou em um surubim ensopato com pimenta.
Parabéns pela composissão.
Abraços.
Apegaua
Obrigado amigo Poeta, ainda bem que fizeram esse dito com lobo, se fosse onça aí já não sei se ia funcionar, tem umas pintadas que só fica na espreita...
Um abraço
Que lindo essa fraternidade entre os "lobos"
Abraços
Obrigado pela leitura, Shmuel
Um excelente dia
Abraços
Lindo... parabéns!
Obrigado, Ayalah
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