Sombras e Vigilância
Claudio Gia, Macau, RN, 26 de junho de 2026
Nas dobras do calendário, onde o sol de junho inclina sua luz,
ecoam vozes silenciadas pelo vício e pela dor crônica.
O tráfico tece teias invisíveis, serpentes químicas que devoram a vontade,
enquanto o diabetes, lobo silencioso, corrói os alicerces do corpo-templo.
Intelecto desperto, não se rende à névoa do esquecimento:
prevenção é o escudo forjado na fornalha da ciência e da ética.
Contra o abuso, ergue-se a razão — farol que dissipa as trevas do escape ilusório,
contra a doença, o cuidado metódico, o equilíbrio que preserva a chama vital.
Dia Internacional contra o flagelo, Dia Nacional do Diabetes:
duas faces de uma mesma luta humana, a recusa à rendição.
E ao lado delas, o grito das vítimas da tortura,
corpos que carregam mapas de ferro e humilhação,
exigindo que a memória seja arma e o direito, escudo inquebrantável.
O registro de imóveis fixa no papel a estabilidade frágil do abrigo,
enquanto o meteorologista, sentinelas dos ventos,
decifra os sinais do céu para anunciar a catástrofe e salvar vidas.
Sem esses guardiões do tempo e da terra,
o homem seria náufrago no caos, cego às marés que se aproximam.
Que o intelecto, pois, seja a ponte:
entre a prevenção e a cura, entre a dor e a solidariedade,
entre a sombra da dependência e a luz da consciência plena.
Pois o verdadeiro progresso não está na conquista da natureza,
mas na vitória diária sobre as fraquezas que nos habitam.
Em 26 de junho, celebramos não apenas datas,
mas o exercício rigoroso da humanidade:
cuidar, prever, resistir, recordar.
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Autor:
Claudio Gia (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 26 de junho de 2026 09:47
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

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