ATORES DE NÓS MESMOS

Lucien Vieira

(Lucien Vieira)

 

Conservo o hábito de observar, nas pessoas — sem nenhum preconceito ou pretensão —, os personagens que as compõem — e aqui me incluo.

 

Neste contexto, tomo o dia a dia como um grande palco, onde nós, os atores, exibimos nossos papéis, os quais, sob o jugo das convenções sociais e conforme se ajustem às prescrições do ambiente ao qual pertencemos, sofrerão aprovações ou reprovações.

 

Ou seja, somos todos atores de nossas próprias peças, que, aliás, se retroalimentam entre si e caminham ininterruptamente sob a influência do espaço e do tempo em que se desenvolvem, revelando-se, por vezes, apropriadas e, por vezes equívocas.

 

Conforme o espaço e o tempo, portanto, distintas dramaturgias reais acontecem.

 

Isto é, em quaisquer lugares, por exemplo, calúnias, autoritarismos, amabilidades e uma infinidade de outros eventos são papéis interpretados que, embora imperceptíveis, incidem a todo momento e que, à medida que ocorrem, geram novos papéis destinados a nós mesmos e aos outros. Daí derivar, talvez, o conceito psicológico de “repertório comportamental!”

 

Quero dizer, em suma, que os acontecimentos não são obras do destino. Aprendamos, pois, a ler o que não está escrito!

 

  • Autor: Lucien Vieira (Offline Offline)
  • Publicado: 25 de junho de 2026 13:03
  • Comentário do autor sobre o poema: Ensaio filosófico-reflexivo de caráter sociopsicológico. IDEIA PRINCIPAL (TESE) O ser humano não possui um comportamento fixo: ele desempenha papéis sociais diferentes conforme o contexto, como um ator em um palco, sendo influenciado pelo ambiente e pelas normas sociais.
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 5


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