Defunto em Pé
Mãos limpas,
criança morta no peito.
Fiz o certo.
O certo cuspiu na minha cara.
Deus, se existe lista,
meu nome virou risco de giz.
Condenado sem crime,
no escuro.
A derrota me usa de colchão
toda noite.
Dói sem culpa.
Dói por esporte.
Sentado na beira do nada,
eu apodreço.
Talvez a manhã venha.
De quem já não acredita nela.
— Pedro Henrique
-
Autor:
PedrodoCarmo (
Offline) - Publicado: 23 de junho de 2026 16:18
- Categoria: Carta
- Visualizações: 6

Offline)
Comentários1
Gostei.
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.