Escrevi para minha musa,
Compus rimas com sinônimos
Para intensificar o clamor.
Por não poder declarar o meu amor,
Escrevia em letra miúda,
Em tom de respiração ofegante.
No balcão deixo remetente em branco.
O selo era da família real, elegante,
Porém o carimbo conta os centavos.
Lembro que não revisei.
Tarde demais, sento-me no banco,
Vejo o carteiro sair em rota
E desejo que não tenha sucesso.
A minha musa não é a da poesia,
Então será uma provocação.
Queria ela uma tabela, um extrato
Ou, melhor, um problema.
Dar-se-á por insatisfeita,
Contudo estarei protegido.
Anônimo.
E, quando estiver com ela,
Ajudarei a criticar o poeta,
E em algum ponto concordarei com ele,
Criando um famigerado problema.
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de junho de 2026 12:58
- Comentário do autor sobre o poema: O clamor de um poeta anônimo pronto para virar o melhor dos problemas.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua
- Em coleções: Silêncios.

Offline)
Comentários2
Como sempre, lindo e inspirador.
Obrigado pelo carinho, minha amiga...
Abraço
Ficou bem sentimental, parabéns, essa musa, a tua e igualzinha a minha.
Escreveu não leu, o pau canta.
Abraços amigos.
Apegaua
Então lascou, o jeito é só fazer poesia depois de lavar as vasilhas...
Abraço amigo
Fiquem bem!
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