ENQUANTO O VENTO BALANÇA

Fábio Alves Leão

Enquanto o vento balança as folhas das palmeiras,

Suas danças suaves trazem as memórias primeiras,

A saudade invade e rasga o meu coração,

Aperta a alma como a melodia de uma canção.

 

O tempo, cruel, tão ligeiro e fugaz,

Leva consigo o que outrora me traz

A força de andar por caminhos incertos,

Agora parecem apenas lugares desérticos.

 

As palmeiras sussurram segredos ao vento,

As lembranças guardadas de cada momento.

O riso que um dia brotava em meu rosto,

Agora se perde em algo já sem gosto.

 

Oh, tempo que leva, devolva-me um pouco!

O que me arrancaste deixando-me em puro sufoco.

Inspiração, retorna, minha guia perdida,

Ou deixa-me apenas curar esta ferida.

 

E enquanto o vento balança, continuo a esperar,

Que o tempo, ao passar, aprenda a perdoar.

Talvez nas palmeiras, entre folhas e brisa,

Encontre o renascer, num sopro, a minha vida.

  • Autor: Brendon Leão (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 23 de junho de 2026 07:32
  • Categoria: Gótico
  • Visualizações: 2
  • Usuários favoritos deste poema: Francisco Queiroz
Comentários +

Comentários1

  • Francisco Queiroz

    Enquanto o vento balança o teu poema embala, ficou muito bonita tua composição...

    Parabéns, poeta!

    Abraço



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