Ritos e Mitos
De noite a avó contava histórias
de bicho que vira gente na lua cheia.
Não era mentira, era jeito de guardar
o medo e a coragem na mesma aldeia.
Ritual é isso: acender o fogo,
partir o pão, chamar pelo nome.
Cada gesto repete o que os antigos fizeram,
pra não deixar o tempo comer o que some.
Mito não vive no livro empoeirado,
vive na boca, no olhar, no caminho.
Enquanto a gente conta e repete,
o mundo não fica sozinho.
Rito segura a mão.
Mito dá pé na estrada.
Um guarda a chama.
O outro mostra a alvorada.
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Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de junho de 2026 06:30
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2
- Usuários favoritos deste poema: Francisco Queiroz

Offline)
Comentários1
Eita, que eu tinha duas vozinhas que eram contadoras de histórias de primeira, sabedoria como vc mesmo bem traduziu em tua composição...
Abraço, poeta
Ficou ótimo
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