O Sagrado e o Profano
O sagrado mora no silêncio que corta a sala,
na vela queima sem pedir plateia.
É o pão repartido com mão trêmula,
o nome sussurrado que cura a febre.
O profano ri alto na esquina da vida,
dança sem pedir licença, bebe da taça torta.
É o corpo que deseja sem pedir desculpa,
a palavra crua que rasga a máscara morta.
Mas talvez não sejam dois mundos distantes.
Talvez o sagrado se esconda no profano,
quando o riso vira oração sem altar,
e o desejo vira sede de algo humano.
No fim, tudo depende de como olhas:
se vês cinza, fica cinza.
Se vês fogo, tudo arde —
e até o pó vira reza.
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Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 22 de junho de 2026 13:21
- Categoria: Espiritual
- Visualizações: 4

Offline)
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