O Sagrado e o Profano

Gino, Sinvaldo de Souza

O Sagrado e o Profano

O sagrado mora no silêncio que corta a sala,  
na vela queima sem pedir plateia.  
É o pão repartido com mão trêmula,  
o nome sussurrado que cura a febre.

O profano ri alto na esquina da vida,  
dança sem pedir licença, bebe da taça torta.  
É o corpo que deseja sem pedir desculpa,  
a palavra crua que rasga a máscara morta.

Mas talvez não sejam dois mundos distantes.  
Talvez o sagrado se esconda no profano,  
quando o riso vira oração sem altar,  
e o desejo vira sede de algo humano.

No fim, tudo depende de como olhas:  
se vês cinza, fica cinza.  
Se vês fogo, tudo arde —  
e até o pó vira reza.

  • Autor: GINO (Pseudónimo (Online Online)
  • Publicado: 22 de junho de 2026 13:21
  • Categoria: Espiritual
  • Visualizações: 29
  • Usuários favoritos deste poema: Francisco Queiroz, Apegaua
Comentários +

Comentários2

  • Francisco Queiroz

    Bela e sábia composição, parabéns, Poeta!

    • Gino, Sinvaldo de Souza

      Obrigado pela leitura e comentário! Deus o abençoe! Abraço fraterno!

    • Apegaua

      Eita, achei um dito porreta.
      Bravíssimo, diria os sentados.
      Mas como estou em pé grito bravos poeta.
      Parabéns pela composição.
      Abraços.
      Apegaua

      • Gino, Sinvaldo de Souza

        Salve, salve! Obrigado pela leitura e comentário! Deus o abençoe! Abraço fraterno!



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